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update (Remetendo-vos para duas pessoas que leio religiosamente…)

Ali, a Luís Januário, hoje a Osvaldo Manuel Silvestre.

Destaco o que me levou a fazer minhas as palavras do Luís: «quando Osvaldo lhe perguntou a opinião sobre a produção poética contemporânea e ele disse que todas as décadas surgiam um ou dois poetas (…). Mas nas últimas décadas (pausa enfática) não vislumbrava ninguém.».
No seu post, Osvaldo Manuel Silvestre refere que Nuno Júdice não disse que «não vislumbrava ninguém» porém foi o que eu ouvi. Tenho o momento presente, a questão não é simples e foi inclusive antecedida por uma "justificação" sobre a "natureza ética" da mesma. Lembro-me de, ao momento da resposta de Nuno Júdice, ter pensado estranha e instantaneamente “que pena não ter preferido evocar ignorância ao invés de dizer que não vislumbra ninguém”.
Ainda não é o fim nem o princípio do mundo calma é apenas um pouco tarde
, pois claro. Não venho aqui em socorro de verdades inadiáveis, mas porque de facto também eu estranhei esse momento da sessão.
Por fim e apenas por acaso (ou talvez não), também ouvi “Depois de mim só a prosa” e até lhe achei certa graça.
Adiante.

Resta-me deixar o meu agradecimento aos autores e dinamizadores d’Os Livros Ardem Mal pelas sessões lufada-de-ar-fresco com que nos têm presenteado. Dia 02 de Março lá estaremos de novo…

hoje I 18.00 I TAGV

http://olamtagv.files.wordpress.com/2009/01/olam_nunojud_big.jpg

~

d'Os Livros Ardem Mal

judice

Hoje, pelas 18 h, no foyer do Teatro Académico Gil Vicente, terá lugar a 5ª sessão de Os Livros Ardem Mal na temporada de 2008/09. O convidado é Nuno Júdice, poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta, recém-nomeado director da Colóquio/Letras. O painel será constituído por António Apolinário Lourenço, Luís Quintais e Osvaldo Manuel Silvestre, que moderará.

Na primera parte da sessão serão apresentados os seguintes livros:

  • Rui Lage, Corvo, Famalicão, Quasi Edições, 2008. [ISBN 978-989-552-397-9]
  • António Pinho Vargas, Cinco Conferências. Especulações Críticas sobre a História da Música no Século XX, Lisboa, Culturgest, 2008. [ISBN 978-972-769-064]
  • Oliver Sacks, Musicofilia. Histórias sobre a Música e o Cérebro, Lisboa, Relógio d’Água, 2008. [ISBN 978-972-708-997-0]
  • David Lodge, A Consciência e o Romance, Porto, Asa, 2008. [ISBN 978-989-23-0368-0]
  • Manuel Loff, O nosso Século é Fascista. O Mundo Visto por Salazar e Franco (1936-1945), Porto, Campo das Letras, 2008. [ISBN: 978-989-625-256-4]
  • Richard Zenith, Fernando Pessoa (Fotobiografias Século XX), Lisboa, Círculo de Leitores, 2008. [ISBN: 978-972-42-4349-8]
  • sobre regressos

    ler

    por Rui Bebiano
    Tempo




    e

    por Osvaldo Manuel Silvestre



    ~ ~ ~


    nota 1. foto deliciosa que o Rui Bebiano escolheu para ilustrar o post (fui o brigada a reproduzi-la)
    nota 2. pensando em tirar outro curso, estou cada vez mais certa de escolher História (okok, também gostava de tirar Literaturas e Filosofia e Psicologia e Medicina e Artes Plásticas... sigh)

    «poema de dicionário» [surripiado a Osvaldo Manuel Silvestre no OLAM* ]

    AMOR DAS PALAVRAS

    Amo todas as palavras, mesmo as mais difíceis
    que só vêm no dicionário.
    O dicionário ensinou-me mais um atributo
    para o sabor dos teus lábios.
    São doces como sericaia.
    Faz-me pensar ainda se a tua beleza não será
    comparável à das huris prometidas.
    No dicionário aprendi que o meu verso é
    por vezes fabordão e sesquipedal.
    Nele existe o meu retrato moral (que
    não confesso) e o de meus inimigos,
    rasteiros como seramelas sepícolas
    e intragáveis como hidragogos destinados à comua.
    O dicionário, as palavras, irritam muita gente.
    Eu gosto das palavras com ternura
    e sinto carinho pelo dicionário,
    maciço e baixo, e pelo seu casaco, azul
    desbotado, de modesto erudito.

    Rui Knopfli

    * os livros ardem mal

    Os Livros Ardem Mal *

    notícia do blog de um dos acontecimentos mais desejados e que quase sempre perco por ser à Segunda-feira :/

    Os Livros Ardem Mal, Mensário da Actualidade Editorial - título tomado de empréstimo ao escritor galego Manuel Rivas - propõe um encontro mensal no TAGV, em Coimbra, a pretexto de livros recentemente editados. Este blogue procura ampliar a iniciativa
    O painel-residente é composto por António Apolinário Lourenço, Luís Quintais, Osvaldo Manuel Silvestre e Rui Bebiano. Todas as sessões têm a presença de um/a convidado/a.
    Outras participações: Ana Bela Almeida, Manuel Portela e Miguel Cardina

    Até já (post de Sexta-feira, 01-02-2008)
    No início chamou-se Escaparate. Mensário da Actualidade Editorial. Durou de Novembro de 2006 a Julho de 2007 e, como título e subtítulo indicam, tratava-se de tentar convencer algumas pessoas a deslocarem-se, na primeira segunda-feira de cada mês, pelas 18h, ao Teatro Académico Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, para ouvirem falar de livros. Decidiu-se ainda convidar pessoas da cidade, uma de cada vez, a falar, no primeiro quarto de hora, de um livro especialmente significativo para elas. Nunca conseguimos que o vereador da cultura se dispusesse a participar, mas convenhamos que poucas agendas haverá tão sobrecarregadas como a sua. (...)
    E agora, também o blogue. Não trataremos aqui 1) do governo Sócrates; 2) dos desvarios iraquianos de Bush; 3) de Carla Bruni; 4) de Pinto da Costa; 5) da lei anti-tabagista; 6) dos impostos que nos esmagam; 7) do TGV e da ex-Ota; 8) de Mr. Berardo; 9) de restaurantes e hotéis de charme; 10) dos crimes de pedofilia na net. Mas não juramos que não venhamos a tratar de livros que tratem de tudo isto e mais ainda. Porque este é e será um blogue sobre livros e coisas correlatas: papéis, cartolinas, leitoras e leitores, livrarias, sofás, mochilas, enfim, o estado do nosso mundo.
    Aqui estaremos, os 4 das sessões no TAGV com alguns reforços, a bem da divisão social do trabalho e do tempo. A seu tempo os apresentaremos. Até já.
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    Desenho gráfico de Joana Monteiro




    Uma árvore é uma obra de arte quando recriada em si mesma como conceito para ser metáfora.

    Alberto Carneiro
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