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miscelânea de pessoas [ a iniciar mais uma semana (de trabalho)] [ para iniciar mais uma semana ] parte II


Imagino que a voz e a fala sejam mais do que olhos articulados. Uma vez entrei num hospital. Embora tenha tido o cuidado de avançar o pé direito em primeiro lugar, tive azar. Perdi de imediato o olfacto. À ausência de olfacto chama-se anosmia. Sei-o porque percorri dicionários à procura de significados.
Dentro do hospital em que entrei ouvi um pai falar de armas e de tiros na cabeça. Fui muito cuidadosa no silêncio, saí de lá não-ilesa. Jurei e nunca mais pus pé num hospital. Hoje continuo a morrer como sempre. Há dias soltei esta frase com fala entre sonos “A distância não tem cura”. Será uma afirmação perigosa?

Os manuais ainda não me explicaram a afecção da fala e da voz por ausência de articulação dos olhos. Faltam-me palavras-chave. Faltam-me os olhos e a articulação. Tenho voz e tenho fala, no entanto mantenho intacta a capacidade de paladar. Oiço. Resta saber do tacto, pois a última pele que toquei foi a da minha mãe.

miscelânea de pessoas [ a iniciar mais uma semana (de trabalho)] [ para iniciar mais uma semana ]

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post secret

sabem...

...aquela sensação que se tem quando no dia seguinte é a viagem de estudo da escola e tem-se tudo preparado, quer-se que seja noite depressa-muito-depressa para se poder dormir depressa e ser já amanhã?


é essa mesmo.

prelúdio

Quando cheguei havia a tua ausência. Perguntei-te o que era isso e respondeste “está estabilizado”. Ri, claro. Fiquei aonde tinha chegado. A ver as coisas com cuidado, com tempo. Palpei algumas das coisas e sorri. Sentia-me confiante. Fazia sentido pois estavas despido e precisavas que te falasse dos dias e das semanas como se fossem escassos. (E são, não são?)
A meio (ou a três quartos) da conversa começaste a olhar o calendário, eu via que algo estava ao contrário sem ser de pernas para o ar. Eram os teus dedos, percorriam a página a querer guardar dias. Puxei-te pela mão. Chegado, enchi-te de beijos.

A tua partida nunca [me] é [demasiado] fácil *



I don't believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are

And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms

Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms

And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true

But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms

Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms

And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candle burning
And make his journey bright and pure
That he will keep returning
Always and evermore

Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms, Oh Lord
Into my arms





Uma árvore é uma obra de arte quando recriada em si mesma como conceito para ser metáfora.

Alberto Carneiro
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