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magnólia [ Porto I 2006 I contigo I para ti ]

Photobucket
para ti, neste sítio (d)onde falo os meses encapuçados disparo para os antípodas eternamente para ti na nossa infância na nossa puberdade tão longas as nossas rugas ai um abraço de pele

o Choupal é nosso

Foi bonito. Cheguei cerca das 10h15m… estavam por lá meia dúzia de esperançosos “será que vai aparecer gente?”.
Apareceu, sim.
Perdi o conto às voltas que dei ao cordão. Houve muito sol e calor. Houve gosto em estar ali. Numa cidade tão povoada as ausências pesam sempre, mas afianço que as presenças foram bestiais. Gente bem disposta a lutar pelo metro quadrado que nos resta. Que, repare-se já tem uma bela dose de betão e aço! Não sei pôr forma num texto sobre tudo o que vi hoje no Choupal que é nosso e que queremos manter como tal.
Algumas fotografias têm legendas (têm de passar por cima da fotografia). Tive a sorte de estar presente no momento em que as duas extremidades do cordão se uniram :)



a p&b

é oficial

estou viciada nesta coisa da Polaroid




Falar estrangeiro

Quem nunca viveu um momento de alívio, o instante do suspiro desembaraçado do desassossego? uff! Maravilha. O âmago a sentir-se de novo emergido.

Ontem publiquei um poema que passa a ser de antologia. Da minha antologia. Deparei-me com a angústia e quase com a deseperança. Todos temos dias maus, mesmo maus, pois claro. Porém, posso considerar-me muito privilegiada. Dos inúmeros confrontos e discordâncias com que me deparo no dia a dia, estou entre pessoas que sabem estar neste mundo que acima de tudo é feito de diferenças, que sabem chegar a consenso, à zona de funcionalidade dentro da discórdia. Como nada é perfeito, de vez em quando aparecem uns ranhosos que são a excepção à regra. Lá fica a menina margarete desprotegida dos espíritos conflituosos. Zás. Toca a exercitar outras zonas do cérebro.
Em determinadas alturas, pode tornar-se incomportável ser-se eficaz num sentido literal. Acontecem, então, pendências que me deixam num estado de urgência para avançar. Sabendo um pouco sobre o meu funcionamento e da eventualidade de efeitos perversos resultantes das situações, torna-se imperioso arranjar exercícios para conseguir lidar com as consequências do facto.

Falo de quê?
Facto: o indivíduo não conseguir ser reflectido o suficiente para assumir que se discorda em determinado assunto.
Consequência: 1) perder rumo do assunto propriamente dito; 2) perder o respeito pelo interlocutor.
Memória do desrespeito: não incide na frustração por identificar que não se consegue ultrapassar o "facto discordância" mas nos actos consequentes da mesma. O indivíduo não-reflectido deixa-se levar pela frustração e recorre ao dano do outro.
(nota - o dano pode ser infligido através de actos completamente alheios à discordância em si, é a regra do "tudo vale para libertar a minha fúria". Assim, o outro ser, que não sabe viver de fel, procura proteger-se.)
Necessidade: protecção da sanidade mental.

Inventei para mim um exercício mental de comunicação selectiva para emergências. Chamo-lhe "Falar Estrangeiro" ou Afasia de Wernicke. É simples. Não anula o facto, mas ajuda a lidar no imediato com a memória do desrespeito. Na afasia de Wernicke, o indivíduo, não obstante as suas dificuldades de compreensão de linguagem e ininteligibilidade de discurso, é fluente. Ou seja, não se percebe o que diz, mas até parece estar a dizer coisas que lhe fazem sentido, como se falasse uma língua estrangeira desconhecida ao seu interlocutor. Um discurso que se pode dizer ser uma algarviada pegada, cheio de neologismos curiosos.
Portanto, é simples. Pensa-se no interlocutor como se fora um incapacitado da Linguagem e não da Cognição. É um exercício feio, é certo, mas é o que há. Não temos tempo para digerir tudo. Há muito para fazer. Há muita coisa a acontecer. Num instantinho, esqueço a pretensão de conseguir mostrar a um adulto que a sua atitude foi merdosa. A verdade é que não acredito que haja vitória numa troca de piropos bota-abaixo que possa superar a minha tranquilidade.

Se se deram ao trabalho de ler este longo post, se houve engano nas minhas palavras iniciais que possam ter levado a que esperassem que eu descrevesse uma estratégia magnífica... azarinho :) imagino que tenham as vossas e até reconheço que esta seja um bocado tonta e rebuscada, usei palavrões (p.ex. "respeito") e recorri a clichés, é assim mesmo. Este é um blog pessoal. É apenas um pouco de mim. Sejam bem vindos.

Tudo vai correr bem e cá estamos para o que der e vier. Bom dia, minha gente.
(deixo-vos com fotos da minha antologia)


coisa mai'linda


Polaroid is back!!! (que é como quem diz...)




nota: tal e qual como na polaroid-papel, a cor da foto varia conforme o tempo que espera para a guardar (como quem tirasse a película da foto... que lindo! que comoção!)

aproveito a fotografia para anunciar: a minh'alegre cozinha :)

[ moving ] [ through ] [ life ] [ as ]


(at the museum), CCB, Lisboa
2007
produção conjunta Carlos Veríssimo e Sandra Cruz

anniversary

Ele não é muito diferente dos outros todos. Passa o tempo no sofá. Olha-me de lado se estou no spot dele. Não gosta de me ver a trabalhar, faz mesmo reparos quando passo muitas horas ao computador e chega a exigir-me que o largue. Não gosta que eu saia de casa. Quer-me no sofá a toda a hora… ao lado dele. Usa e abusa de mim. Não perde uma oportunidade para a pergunta “Então, e o jantar…?”.

É assim o filme da nossa vida em comum.
Coisas de família...

Gosto de pensar que ele é meu. Eu sou dele. Gosto dele. Foi o meu primeiro. É.
O felino da nossa perdição... Que mais se pode dizer… fazer?
Fez ontem 4 anos que estamos juntos. Gosto dele.

aproximações: locais sagrados

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Forte de S. Miguel Arcanjo - séc. XVII - que alberga o Farol da Nazaré
2006

[meanwhile] light & black & silence & you & me &


(at the museum), CCB, Lisboa
2007
produção conjunta Carlos Veríssimo e Sandra Cruz




Uma árvore é uma obra de arte quando recriada em si mesma como conceito para ser metáfora.

Alberto Carneiro
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